Seguro de vida do crédito habitação: como poupar

Seguro de vida do crédito habitação: como poupar

Ao contratar um crédito habitação, quase todos os bancos exigem um seguro de vida que garanta o pagamento do empréstimo em caso de morte ou invalidez do titular. É uma proteção legítima e até prudente. O que muita gente desconhece é que não é obrigatório manter o seguro que o banco propõe — e que essa liberdade pode valer muito dinheiro.

Um custo que se arrasta por décadas

O prémio do seguro de vida acompanha o crédito durante toda a sua vida, que pode ser de trinta ou mais anos. Pequenas diferenças no valor mensal somam, ao longo do tempo, montantes consideráveis. Por isso, vale a pena olhar para este encargo com a mesma atenção que se dá à taxa de juro.

Onde está a margem de poupança

Há várias formas de reduzir o custo deste seguro sem abdicar da proteção.

  • Seguro fora do banco: pode contratar a apólice noutra seguradora, muitas vezes mais barata.
  • Comparar coberturas: garanta que a alternativa cobre o exigido pelo contrato de crédito.
  • Rever periodicamente: o prémio pode ser renegociado ou substituído ao longo dos anos.

Atenção ao spread bonificado

Os bancos costumam oferecer uma redução do spread a quem mantém os seguros na casa. Antes de mudar, faça as contas ao conjunto: por vezes, o seguro do banco é mais caro, mas a bonificação no spread compensa; outras vezes, a poupança no seguro externo é maior do que o agravamento da taxa. Só comparando o total se sabe.

O essencial é não aceitar passivamente a primeira proposta. Este é um encargo negociável, e a concorrência entre seguradoras trabalha a seu favor. Uma revisão a cada poucos anos pode libertar uma quantia apreciável para outros objetivos da família.