Mais-valias: como são tributados os investimentos

Mais-valias: como são tributados os investimentos

Investir bem não termina no momento em que se obtém lucro. Quando se vende uma ação, um fundo ou outro ativo financeiro por mais do que custou, gera-se uma mais-valia — e essa mais-valia tem implicações fiscais que convém conhecer para não ter surpresas na altura do IRS.

A regra geral

Em Portugal, os ganhos obtidos com a venda de valores mobiliários, como ações e fundos, são tributados a uma taxa autónoma sobre a diferença entre o valor de venda e o de aquisição. O imposto incide sobre o lucro, e não sobre o montante total da venda. As perdas de um ano podem, em certas condições, ser usadas para reduzir os ganhos.

Aspetos que fazem diferença

Há pormenores que influenciam o imposto a pagar e que vale a pena ter presentes.

  • Tempo de detenção: manter os ativos durante mais tempo pode alterar o tratamento fiscal.
  • Compensação de perdas: os prejuízos podem abater aos ganhos dentro das regras aplicáveis.
  • Declaração obrigatória: as mais-valias têm de ser declaradas no IRS, mesmo quando há perdas.

Englobar ou não englobar

Em vez da taxa autónoma, pode optar por englobar as mais-valias com os restantes rendimentos e sujeitá-las às taxas progressivas do IRS. Para rendimentos mais baixos, esta opção chega a ser vantajosa; para os mais altos, raramente compensa. Vale a pena simular as duas hipóteses antes de submeter a declaração.

Guarde sempre os comprovativos de compra e venda dos seus investimentos. Sem eles, é difícil calcular corretamente as mais-valias e provar os valores em caso de necessidade. Uma boa organização ao longo do ano poupa dores de cabeça na época do IRS.