Nos últimos anos, os ETFs ganharam enorme popularidade entre os investidores particulares, e por boas razões. Permitem investir de forma diversificada, com custos baixos e sem exigir grandes conhecimentos técnicos. Para quem dá os primeiros passos no mundo dos investimentos, são frequentemente a porta de entrada mais sensata.
O que é, afinal, um ETF
ETF é a sigla inglesa para fundo cotado em bolsa. Na prática, é um cabaz que reúne dezenas, centenas ou até milhares de ações ou obrigações, e que se compra e vende como se fosse uma única ação. Em vez de escolher empresa a empresa, compra uma fatia de todo o conjunto. Um ETF que siga um índice mundial dá-lhe exposição a milhares de empresas de uma só vez.
Porque atraem tantos investidores
As vantagens explicam a popularidade crescente deste instrumento.
- Diversificação imediata: reduz o risco de depender de uma única empresa.
- Custos baixos: as comissões de gestão são geralmente muito inferiores às dos fundos tradicionais.
- Simplicidade: não exige escolher ações individuais nem acompanhar resultados empresa a empresa.
Os primeiros passos
Para investir em ETFs precisa de uma conta numa corretora ou num banco com acesso aos mercados. Comece por definir quanto pode investir sem precisar desse dinheiro a curto prazo, porque os mercados oscilam e o horizonte deve ser longo. Informe-se sobre a fiscalidade aplicável em Portugal aos ganhos e aos dividendos antes de avançar.
Uma estratégia simples e muito usada é investir um valor fixo todos os meses, independentemente de o mercado estar em alta ou em baixa. Esta disciplina suaviza as oscilações ao longo do tempo e evita a armadilha de tentar adivinhar o melhor momento, algo que nem os profissionais conseguem fazer com fiabilidade.