Ao longo do ano, sempre que pedimos fatura com o número de contribuinte, essas despesas vão sendo registadas no portal e-fatura. Mas registar não é o mesmo que validar — e é a validação que determina quanto vai poder deduzir no IRS. Ignorar este passo é, literalmente, deixar dinheiro em cima da mesa.
Porque é preciso validar
Nem todas as faturas são automaticamente classificadas pelo sistema. Algumas ficam pendentes, à espera que o contribuinte indique a que setor correspondem — saúde, educação, lares, e por aí adiante. Enquanto não forem classificadas, essas despesas podem não contar para as deduções a que tem direito.
O que verificar no portal
Reserve algum tempo, idealmente no início do ano, para rever a sua conta no e-fatura.
- Faturas pendentes: classifique-as no setor correto para que contem como dedução.
- Despesas em falta: confirme se todas as faturas que pediu estão registadas.
- Setor correto: uma classificação errada pode reduzir a dedução a que teria direito.
Não deixe para a última hora
Existe um prazo, nos primeiros meses do ano, para validar as faturas do ano anterior. Passado esse prazo, a oportunidade perde-se e as despesas mal classificadas podem não ser consideradas. Marcar este momento na agenda evita o arrependimento de descobrir, já tarde, que perdeu deduções por pura distração.
O esforço é pequeno e o retorno pode ser significativo, sobretudo para famílias com muitas despesas de saúde, educação ou habitação. Encare a validação do e-fatura como o primeiro passo da sua declaração de IRS — aquele que prepara o terreno para pagar menos imposto ou receber um reembolso maior.