Depósitos a prazo: como comparar e escolher

Depósitos a prazo: como comparar e escolher

O depósito a prazo continua a ser o produto de poupança mais conhecido dos portugueses. É simples, seguro e previsível: entrega-se uma quantia ao banco durante um período definido e, no fim, recebe-se o capital com os juros acordados. Mas nem todos os depósitos são iguais, e a diferença entre o melhor e o pior pode ser relevante.

Olhe para a taxa certa

O número que interessa é a TANB, a taxa anual nominal bruta. É sobre ela que incide depois o imposto de 28% sobre os juros. Desconfie de depósitos com taxas crescentes apresentadas pela média: muitas vezes só pagam a taxa alta no último período. Compare sempre depósitos com o mesmo prazo e veja a taxa efetiva.

Fatores além da taxa

A remuneração é importante, mas não é tudo. Antes de aplicar, confirme estes pontos.

  • Mobilização antecipada: verifique se pode levantar antes do prazo e que penalização sofre.
  • Renovação automática: saiba se o depósito renova e com que taxa, que costuma ser inferior.
  • Garantia de depósitos: até 100.000 euros por titular e por banco estão protegidos pelo Fundo de Garantia.

Estratégias simples

Uma técnica útil é a escada de depósitos: em vez de aplicar tudo num único prazo, divide-se o dinheiro por depósitos com vencimentos escalonados. Assim, parte do capital fica disponível com regularidade e consegue reinvestir às taxas mais recentes sem ficar preso a uma única condição.

Por fim, não tenha o dinheiro parado à espera do depósito perfeito. Com a inflação a corroer o valor das poupanças, um depósito razoável hoje é quase sempre melhor do que dinheiro parado na conta à ordem a render zero.