Na hora de acertar contas com o Estado, as deduções à coleta são o que pode fazer a diferença entre pagar imposto ou receber reembolso. São despesas que, dentro de certos limites, reduzem diretamente o valor do IRS a pagar. Conhecê-las bem é meio caminho andado para não pagar mais do que o devido.
As principais categorias
O sistema fiscal português prevê deduções para várias áreas da vida das famílias. Cada uma tem o seu limite e a sua percentagem de dedução, mas, no conjunto, podem aliviar significativamente a fatura fiscal de quem mantém as despesas organizadas e devidamente faturadas.
O que costuma contar
Entre as deduções mais relevantes para a generalidade das famílias estão as seguintes.
- Saúde: consultas, medicamentos, exames e outras despesas médicas com fatura.
- Educação: propinas, manuais, explicações e creches, dentro dos limites legais.
- Habitação: rendas ou juros de crédito à habitação contraído até certa data.
- Despesas gerais familiares: uma percentagem das faturas pedidas no dia a dia.
Como tirar o máximo partido
A regra de ouro é simples: peça sempre fatura com número de contribuinte. Uma despesa sem fatura, ou com a fatura atribuída a outra pessoa, é uma dedução perdida. Ao longo do ano, este pequeno hábito vai construindo, fatura a fatura, um benefício fiscal que se traduz em dinheiro no fim.
Como os limites e as percentagens são revistos com alguma frequência, confirme as regras em vigor para o ano em causa. E não se esqueça de que a validação atempada das faturas no e-fatura é o que garante que todas estas despesas são efetivamente consideradas na sua declaração.