Pequenas e silenciosas, as comissões bancárias raramente aparecem no nosso radar — mas, somadas ao longo do ano, podem ultrapassar facilmente uma centena de euros. Manutenção de conta, anuidade de cartões, transferências e levantamentos fora da rede são apenas alguns exemplos. O primeiro passo para as reduzir é saber exatamente o que paga.
Onde procurar o que paga
Todos os bancos são obrigados a disponibilizar um extrato anual de comissões e a publicar um preçário detalhado. Reserve quinze minutos para o ler. Vai descobrir, com frequência, encargos por serviços que nem usa ou que tem em duplicado, como dois cartões com anuidade quando um chegaria.
Comissões que costuma poder evitar
Nem todas as comissões são inevitáveis. Muitas dependem do tipo de conta e dos canais que utiliza.
- Manutenção de conta: várias contas isentam a comissão mediante domiciliação do ordenado.
- Transferências: as feitas pela aplicação ou pelo MB WAY são habitualmente gratuitas.
- Anuidade de cartões: existem cartões de débito e crédito sem qualquer custo anual.
Como negociar e comparar
Se é cliente antigo e tem o ordenado e as poupanças no mesmo banco, tem margem para negociar. Telefone ou marque uma reunião e peça a isenção das comissões mais pesadas — muitas vezes basta pedir. Caso o banco não ceda, compare com os bancos digitais, que costumam ter preçários mais simples e contas sem custos de manutenção.
Mudar de banco em Portugal é mais fácil do que parece, graças ao serviço de mobilidade que transfere domiciliações automaticamente. Antes de decidir, faça as contas: a poupança anual em comissões compensa quase sempre o pequeno incómodo da mudança.