Poucos investimentos são tão importantes para uma família como a educação dos filhos. Seja para fazer face às despesas do ensino superior, seja para dar mais oportunidades ao longo do percurso, começar a poupar cedo faz uma diferença enorme. E o melhor aliado deste objetivo é o mesmo de sempre: o tempo.
Comece cedo, mesmo com pouco
Quando o horizonte é longo — quinze ou dezoito anos até à universidade —, mesmo pequenas quantias mensais crescem de forma notável graças aos juros compostos. Começar no nascimento de um filho, ainda que com valores modestos, é muito mais eficaz do que tentar juntar uma grande soma à pressa quando a despesa já está à porta.
Onde colocar essa poupança
A escolha do produto deve acompanhar o horizonte temporal.
- Horizonte longo: investimentos com mais potencial de crescimento fazem sentido enquanto faltam muitos anos.
- Aproximar-se da meta: à medida que a data se aproxima, convém migrar para opções mais seguras.
- Regularidade: um valor fixo mensal, automatizado, é mais eficaz do que esforços pontuais.
Separe este objetivo dos outros
Misturar a poupança para a educação com o dinheiro do dia a dia é a receita para a ir gastando sem dar conta. Manter uma conta ou um produto dedicado a este fim ajuda a proteger o objetivo e a visualizar o progresso. Ver o montante crescer ano após ano é também um estímulo para manter a disciplina.
Por fim, encare esta poupança com flexibilidade. Os planos das crianças mudam, e o dinheiro acumulado pode servir vários caminhos — uma formação, um arranque na vida adulta, um apoio numa fase difícil. O essencial é construir, com tempo e constância, uma base que abra portas ao futuro dos seus filhos.