Englobamento de rendimentos: quando compensa

Englobamento de rendimentos: quando compensa

Na declaração de IRS, certos rendimentos — como juros, dividendos e algumas mais-valias — são, por defeito, tributados a uma taxa fixa, chamada taxa autónoma ou liberatória. Mas a lei dá ao contribuinte uma alternativa: o englobamento. Saber quando esta opção compensa pode significar pagar menos imposto.

O que é englobar

Englobar significa juntar esses rendimentos aos restantes — como os do trabalho — e sujeitá-los todos às taxas progressivas do IRS, em vez da taxa fixa. Em vez de pagar uma percentagem única sobre os juros ou dividendos, esses valores passam a ser tributados segundo o seu escalão geral, que pode ser mais baixo ou mais alto.

Quando tende a compensar

A vantagem depende sobretudo do nível de rendimento global do contribuinte.

  • Rendimentos mais baixos: se o seu escalão é reduzido, englobar pode baixar o imposto sobre os juros.
  • Rendimentos mais altos: nesses casos, a taxa autónoma costuma ser mais favorável.
  • Situações específicas: certas perdas e deduções só são aproveitadas com englobamento.

Decida com simulação

A única forma fiável de saber se o englobamento compensa é simular a declaração nas duas hipóteses e comparar o imposto final. O Portal das Finanças permite testar cenários antes de submeter. Atenção a um detalhe importante: optar pelo englobamento de certos rendimentos pode obrigar a englobar outros, pelo que a decisão deve olhar para o quadro completo.

Para a maioria das famílias com rendimentos modestos e alguns juros ou dividendos, vale sempre a pena testar esta opção. Uns minutos de simulação podem revelar uma poupança que, de outra forma, passaria despercebida.