Entre todas as deduções do IRS, as despesas de saúde estão entre as que mais peso podem ter, sobretudo para famílias com filhos, idosos a cargo ou problemas de saúde recorrentes. Saber o que conta e como garantir que tudo é considerado pode traduzir-se num reembolso bastante maior.
O que entra nesta categoria
São dedutíveis muitas das despesas relacionadas com a saúde, desde que devidamente faturadas: consultas médicas, exames, medicamentos, tratamentos, próteses, óculos e lentes, entre outras. Algumas despesas isentas ou com taxa reduzida de IVA são consideradas diretamente; outras, com taxa normal, exigem uma prescrição médica para serem aceites.
Cuidados para não perder deduções
Há pormenores que fazem a diferença entre aproveitar a dedução por inteiro ou perder parte dela.
- Fatura com contribuinte: peça sempre a fatura em nome de quem vai deduzir a despesa.
- Receita para taxa normal: guarde a prescrição médica de produtos com IVA à taxa normal.
- Classificação correta: confirme no e-fatura que as despesas estão no setor da saúde.
Organização ao longo do ano
A melhor forma de maximizar esta dedução é não deixar tudo para a época do IRS. Ao guardar as faturas e ao validar regularmente as despesas no portal, evita esquecimentos e descobre a tempo eventuais falhas. Famílias com despesas de saúde elevadas têm aqui um dos maiores fatores de poupança fiscal.
Lembre-se ainda de que as despesas dos dependentes contam no agregado e que, em casais, vale a pena ponderar em nome de quem ficam registadas. Como os limites mudam ao longo dos anos, confirme as regras em vigor para o exercício que está a declarar.